Home Data de criação : 08/11/28 Última atualização : 08/12/28 20:15 / 11 Artigos publicados

Esses versos...

[SONETO NAPOLEÔNICO]

Tendo o terrível Bonaparte à vista,
Novo Aníbal, que esfalfa a voz da Fama,
"Ó capados heróis!" (aos seus exclama
Purpúreo fanfarrão, papal sacrista):

"O progresso estorvai da atroz conquista
Que da filosofia o mal derrama?..."
Disse, e em férvido tom saúda, e chama,
Santos surdos, varões por sacra lista:

Deles em vão rogando um pio arrojo,
Convulso o corpo, as faces amarelas,
Cede triste vitória, que faz nojo!

O rápido francês vai-lhe às canelas;
Dá, fere, mata: ficam-lhe em despojo
Relíquias, bulas, merdas, bagatelas.


[SONETO DE TODAS AS PUTAS]

Não lamentes, oh Nise, o teu estado;
Puta tem sido muita gente boa;
Putíssimas fidalgas tem Lisboa,
Milhões de vezes putas têm reinado:

Dido foi puta, e puta d'um soldado;
Cleópatra por puta alcança a c'roa;
Tu, Lucrécia, com toda a tua proa,
O teu cono não passa por honrado:

Essa da Rússia imperatriz famosa,
Que inda há pouco morreu (diz a Gazeta)
Entre mil porras expirou vaidosa:

Todas no mundo dão a sua greta:
Não fiques pois, oh Nise, duvidosa
Que isso de virgo e honra é tudo peta.

[SONETO DA DONZELA ANSIOSA]

Arreitada donzela em fofo leito,
Deixando erguer a virginal camisa,
Sobre as roliças coxas se divisa
Entre sombras sutis pachacho estreito:

De louro pêlo um círculo imperfeito
Os papudos beicinhos lhe matiza;
E a branca crica, nacarada e lisa,
Em pingos verte alvo licor desfeito:

A voraz porra as guelras encrespando
Arruma a focinheira, e entre gemidos
A moça treme, os olhos requebrados:

Como é inda boçal, perde os sentidos:
Porém vai com tal ânsia trabalhando,
Que os homens é que vêm a ser fodidos.

  Bocage

 

Gregório de Matos


Anjo Bento

Destes que campam no mundo Sem ter engenho profundo E, entre gabos dos amigos, Os vemos em papafigos Sem tempestade, nem vento: Anjo Bento! De quem com letras secretas Tudo o que alcança é por tretas, Baculejando sem pejo, Por matar o seu desejo, Desde a manhã té à tarde: Deus me guarde! Do que passeia farfante, Muito prezado de amante, Por fora luvas, galões, Insígnias, armas, bastões, Por dentro pão bolorento: Anjo Bento! Destes beatos fingidos, Cabisbaixos, encolhidos, Por dentro fatais maganos, Sendo nas caras uns Janos: Que fazem do vício alarde: Deus me guarde! Que vejamos teso andar Quem mal sabe engatinhar, Muito inteiro e presumido, Ficando o outro abatido Com maior merecimento: Anjo Bento! Destes avaros mofinos, Que põem na mesa pepinos, De toda a iguaria isenta, Com seu limão e pimenta, Porque diz que o queima e arde: Deus me guarde!

 

Perfil

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flayer18@yahoo.com.b
Sexo
Homem
Cidade
Brasília
Data de nascimento
21/08/1987

Aparência

Estatura:
170 cm (centimetro)
Tipo físico:
Atlético
Estilo:
Descontraído
Olhos:
Pretos
Cabelos:
Moreno(a)

Seu estilo de vida

Estado civil:
Solteiro(a)
Orientação:
Heterossexual
Fumante:
Não fumante (a fumaça me desagrada)
Álcool:
Bebo ocasionalmente
Crianças:
Não, mas gostaria de ter
Animais:
Não, mas gostaria de adotar
Seu emprego/seus estudos:
Letras
Nível de estudos:
Faculdade
Seu retorno:
Não informado
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É o que mais gosto:
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Poesia
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Poesia

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